13 outubro 2011

Estrelas ao Mar;

Era uma vez um escritor que morava em uma praia tranqüila, próximo a uma colônia de pescadores. Todas as manhãs ele caminhava à beira do mar para se inspirar e, à tarde, ficava em casa escrevendo. Certo dia, caminhando pela praia, viu um vulto ao longe que parecia dançar. Ao chegar perto, reparou que se tratava de um jovem que recolhia estrelas-do-mar da areia, para, uma a uma, jogá-las de volta ao oceano, para além de onde as ondas quebravam.
- Por que você está fazendo isto? - perguntou o escritor.
- Você não vê? - explicou o jovem, que alegremente continuava a apanhar e jogar as estrelas ao mar - A maré está vazando e o sol está brilhando forte, elas irão ressecar e morrer se ficarem aqui na areia.
O escritor espantou-se com a resposta e disse com paciência:
- Meu jovem, existem milhares de estrelas-do-mar espalhadas pela praia. Você joga algumas poucas de volta ao oceano, mas a maioria vai perecer de qualquer jeito. De que adianta tanto esforço, não vai fazer diferença.
O jovem se abaixou e apanhou mais uma estrela na praia, sorriu para o escritor e disse:
- Para esta aqui faz - e jogou-a de volta ao mar.
Naquela noite o escritor não conseguiu escrever, nem sequer dormir. Pela manhã, voltou à praia, procurou o jovem, uniu-se a ele, e juntos, começaram a jogar estrelas-do-mar de volta ao mar.




Reflita:

Quando foi a última vez que você jogou estrelas ao mar? Alguém já lhe ajudou a jogá-las?
E quantas vezes você ajudou alguém a jogá-las?
Quantas vezes você parou de jogar estrelas de volta, porque alguém lhe disse que não adianta, não tem jeito mesmo?
Você já se sentiu como uma estrela-do-mar, lançada de volta ao mar, salva por alguém?
Você lembrou de agradecer? Ainda há condições de agradecer?

Façamos nosso mundo um lugar melhor. Façamos a diferença!

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