14 maio 2012

Apenas um nome veio a sua cabeça. O de sempre. O que sempre te fez sorrir, amar, sentir saudade.

Faz sol lá fora, o céu mais azul que nunca e os galhos das árvores são balançados pelo vento. Silêncio, as vezes ouve-se algum barulho vindo da rua ou de algum lugar distante, mas esse não tem importância. É impossível não pensar em nada, mesmo que você tente, sempre vai ter alguma coisa em mente. Inconscientemente você lembra, e desvia a lembrança e pensa, e tenta fingir pra você mesma que não faz mais sentido, que não quer pensar nada disso. Em vão. As fotos, mesmo rasgadas ou muito bem guardadas, continuam na memória. Os fatos, os atos, os autos. E você fecha os olhos pra tentar escapar disso e na escuridão das pálpebras fechadas você enxerga um sorriso, que provoca o teu riso. E é exatamente esse riso o mais triste de todos, aquele riso de saudade, aquele riso de vontade, exposta, imposta, disposta a te levar a fazer algo que se arrependerá depois. O orgulho some, e a saudade te consome, eu nem preciso dizer o nome, por que enquanto você lê, ou ouve, tanto faz, apenas um nome veio a sua cabeça. O de sempre. O que sempre te fez sorrir, amar te fez sentir saudade, te fez sentir metade (sem ele). Inexplicavemte esse nome te trava, mesmo tendo te feito passar tanta raiva, e ter feito por não poucas vezes chorar. Chorar, esperar, suportar, renunciar. De repente, uma mistura de sentimentos, e sensações. Passou. Nostalgia, talvez seja só isso. A janela se abre, o sol continua a brilhar lá fora, o céu continua lindo e as folhas das árvores balançam com o vento.


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