17 maio 2012

Ser teu pão, ser tua comida. Todo amor que houver nessa vida. E algum veneno. anti-monotonia


Eu quero a sorte de um amor tranqüilo. Com sabor de fruta mordida. Nós, na batida, no embalo da rede. Matando a sede na saliva. Ser teu pão, ser tua comida. Todo amor que houver nessa vida. E algum trocado pra dar garantia. E ser artista no nosso convívio Pelo inferno e céu de todo dia. Pra poesia que a gente não vive. Transformar o tédio em melodia. Ser teu pão, ser tua comida. Todo amor que houver nessa vida. E algum veneno. anti-monotonia. E se eu achar a tua fonte escondida. Te alcanço em cheio. O mel e a ferida. E o corpo inteiro feito um furacão. Boca, nuca, mão e a tua mente, não. Ser teu pão, ser tua comida. Todo amor que houver nessa vida. E algum remédio que me dê alegria. Ser teu pão, ser tua comida. Todo amor que houver nessa vida. E algum trocado pra dar garantia. E algum veneno anti-monotonia

Barão Vermelho

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