05 junho 2013

Está mais do que na hora da gente parar e pensar no que está acontecendo no mundo.

Hoje a Amy morreu. E eu realmente gostava da Amy. Da voz, por mais que ela esquecesse a letra de alguma música nos shows e mandasse os fãs pra puta que pariu. Por mais que ela mostrasse os peitos na janela do hotel. Por mais maluca que ela era não dá pra negar o talento que ela tinha. É uma pena que as drogas tenham sido mais fortes que a Amy. É uma pena que a gente só pare e pense que existe cocaína, crack, heroína, maconha e outras tantas merdas que destroem corpo e alma quando algum famoso morre. Todo santo dia morre um João, um Marcos, um Rafael, um Zé. E ninguém liga, ninguém anuncia no Estadão. E eles também eram importantes, sim. Tinham pai, mãe, irmão, sobrinho, filho. Tinham alguém que sofria o sofrimento deles. Mas nada disso vira notícia. Até quando o ser humano vai precisar de bengalas e paliativos? Até quando a gente vai ter que afogar uma mágoa numa garrafa de Caninha 51? Até quando as noitadas terão drogas para animar? Até quando o dia seguinte terá alguma droguinha para ser suportável? Até quando a gente vai tentar se livrar de algumas dores procurando outras? Até quando a gente vai se enganar e achar que essas merdas resolvem de fato alguma coisa? (...) Quem usa qualquer tipo de droga se transforma. E essa transformação vai acontecendo devagar, aos poucos. Quando a gente vê já nem lembra mais de como era antes. Quando a gente vê já nem dá pra voltar atrás. Sei que existe aquele papo de ah, pra tudo a gente dá um jeito. Desculpa, mas não é. Não dá. Tem coisa que exige muito da gente. Não é aquela força de vontade não-posso-comer-chocolate. Vai além. Lágrimas vão e vem, feito onda. Mães acorrentam filhos para que eles não saiam em busca do crack. Adolescentes roubam pai, mãe. Até quando? O que falta? Educação? Conhecimento? Disciplina? Clareza? Força? (...)
A gente não pode depositar as frustrações num baseado, numa carreira, num copo de uísque. A gente não pode colocar a culpa da falta de grana, falta de amor, falta de qualquer coisa no crack. A gente não pode achar que fumar um é diversão, relax. Não. É errado. Hoje em dia mais e mais crianças e adolescentes fumam cigarro, maconha, bebem nas festas e voltam trocando as pernas para casa. Os pais não enxergam ou se enxergam acham que é normal. Todo mundo tem um amigo drogado ou chegado na birita. Todo dia vejo mendigos caindo de bêbados. Onde a gente vai parar desse jeito? Onde os adolescentes e crianças vão parar? Onde nossos amigos vão parar? Onde nossos parentes vão parar? Esse problema não é só meu. É seu, do meu vizinho, da sua tia, de todos nós. Está mais do que na hora da gente parar e pensar no que está acontecendo no mundo.

Clarissa Corrêa


Pare de considerar droga como uma maneira de fugir dos problemas, de achar bonito beber até cair, ficar " loucona " na festa e se achar maravilhosa por isso, ninguém precisa de drogas para se sentir mais alegre ou menos tímida. 
Tenha consciência:  famílias são destruídas todos os dias por causa das drogas, das bebidas.
Não queria que sua família siga o mesmo caminho! 

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